Várias Facetas, Várias Vidas - 7ª Parte, Capítulo 01
ANA
Argh, que agonia! Não consigo ficar aqui, tenho de ver se a Suzana está bem. O que afinal aquela guria inventou de fazer?
Se eu estiver perdendo o almoço por conta de algum namoradinho, ela vai ver!
Ah... o que estou dizendo? Suzana não é desse tipo. Algo diferente deve ter acontecido. Bolas, tenho de sair daqui!
Pego minha bolsa e me mando, depois como um lanche qualquer. Preciso ver afinal o que houve. Olho na direção em que vi Suzana com a tal pessoa, que não deu para saber se era homem ou mulher, mas não vejo nada. Onde ela estará? Pela segunda vez em menos de uma hora maldigo o fato de não ter pego o número do celular dessa moça.
Quando já penso em correr para o alto da rua, vejo uma figura familiar terminando de saborear um suco de caixinha. Suzana! Corro para onde ela está:
-Suzana, o que houve? Fiquei super preocupada! Se bem que a culpa é minha, eu deveria ter pego o número de seu celular
- Eu também pensei o mesmo, teria sido mais fácil que fazer um gesto de longe.
- Bem, já que estamos aqui, vou comprar um lanche também e você me conta o que aconteceu.
Enquanto compro um sanduíche, Suzana conta que encontrou um rapaz chorando na calçada e sentiu pena. Que no início teve receio, mas que a compaixão e ternura a fizeram sentir que o moço precisava de ajuda, e por isso comprara-lhe uma água e o ajudara a subir as escadas que o levariam até o edifício onde mora.
Fico surpresa. Essa moça que até pouco tempo atrás parecia tão apática teve um gesto corajoso, levando em conta a violência que anda tomando conta do país!
Mesmo achando um pouco estranho, respeito e admiro o que Suzana fez. Talvez eu nem precise ajudá-la tanto a se descobrir: parece que ela mesma está mudando suas atitudes.Noto que o olhar dela está diferente, pouco lembrando aquela moça de expressão entediada que conheci há cinco anos atrás.
Sinto ao mesmo tempo apreensão, imaginando que Suzana poderia ter corrido risco, e alegria por ver que ela está começando a revelar sua verdadeira essência.
Precisamos voltar ao trabalho. Começamos a conversar sobre trivialidades, fazendo piadas ( já fazia um bom tempo que eu não fazia isso, geralmente almoço sozinha), e vamos rindo pelo caminho.
Fez bem esse almoço-não-almoço. Espero que depois de hoje possamos ser amigas.
Enquanto compro um sanduíche, Suzana conta que encontrou um rapaz chorando na calçada e sentiu pena. Que no início teve receio, mas que a compaixão e ternura a fizeram sentir que o moço precisava de ajuda, e por isso comprara-lhe uma água e o ajudara a subir as escadas que o levariam até o edifício onde mora.
Fico surpresa. Essa moça que até pouco tempo atrás parecia tão apática teve um gesto corajoso, levando em conta a violência que anda tomando conta do país!
Mesmo achando um pouco estranho, respeito e admiro o que Suzana fez. Talvez eu nem precise ajudá-la tanto a se descobrir: parece que ela mesma está mudando suas atitudes.Noto que o olhar dela está diferente, pouco lembrando aquela moça de expressão entediada que conheci há cinco anos atrás.
Sinto ao mesmo tempo apreensão, imaginando que Suzana poderia ter corrido risco, e alegria por ver que ela está começando a revelar sua verdadeira essência.
Precisamos voltar ao trabalho. Começamos a conversar sobre trivialidades, fazendo piadas ( já fazia um bom tempo que eu não fazia isso, geralmente almoço sozinha), e vamos rindo pelo caminho.
Fez bem esse almoço-não-almoço. Espero que depois de hoje possamos ser amigas.
próximo capítulo: 17/09
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