Várias Facetas, Várias Vidas -1ª Parte, Cap.02
VICTOR
Os dias passam rápido, nem os noto. Pois minha vida acontece mesmo à noite.
Durante
o dia, fico um bom tempo sentado na praça, ou em escadarias, olhando
sem ver as pessoas que passam. O ritmo frenético se desenrola, e eu
enrolo o baseado.
As
pessoas passando pelas ruas não existem para mim, tampouco eu existo
para elas. Gosto de ser invisível, quero ser invisível. E espero a noite
chegar. É assim há muito tempo, desde aquela manhã de setembro.
Desde
aquela época eu era o ser da noite. O céu escurecia e finalmente era
minha hora. Hora de existir, de me sentir vivo. Danceterias, bares,
boates, raves, luzes multicoloridas pouco eficientes em varar a
escuridão.
Sentir
a música entrando no meu corpo, ditando meus movimentos...me entregava
completamente às sensações. Eu era, e ainda sou o movimento.Outras
pessoas perto de mim,uma comunhão de sentidos, realçadas pelos drinks
noite afora. Ah, e o ecstasy.
Mesmo
acordando com um gosto amargo na boca e o corpo moído, minhas incursões
pela noite valeram, e de certa forma, ainda valem a pena.
Mais um dia começava eu eu tornava a me enclausurar na indiferença. Alguns bicos garantiam a grana para poder viver a noite.
Não precisava de mais nada para ser feliz.Hoje em dia,já nem sei se sou realmente feliz, porém não quero mudar minha vida por enquanto. Noto que minha rotina começa a ficar sem gosto, sem emoção. Aquela manhã de setembro mudou totalmente minha vida.
(continua...)
Oi Mari,
ResponderExcluirtudo bem? Por aqui, ainda, encrencada com muito trabalho, mas feliz por ter voltado a postar. Já pensou no livro?
Beijos.
Na verdade, pensei sim. Tenho dois que estão pela metade ( um é meio extenso), e tenho mais uma ideia na cachola, precisando amadurecer mais.
ExcluirOlá, queria Mari
ResponderExcluirBaseado deixa gosto amargo porque, creio eu, além da solidão da alma também deva arder na consciência...
Bjm fraterno